Setembro 26, 2004


"Ando devagar porque já tive pressa... Levo esse sorriso porque já chorei demais...
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe..."


E nada mais a declarar! Beijo, Majô


postado por Majô às 2:39 PM


Setembro 22, 2004


Eu sei Querida Vida, texto mais longo, mais denso, mais sério, ninguém gosta. Ou quase.Eu sim. Então, lá vai, mesmo que ninguém tenha paciência pra ler (embora eu recomende!!!), como fiz este blog pra mim, virei aqui mais vezes e lerei. Acho que nem a Lya Luft, grande mulher, vai ficar sabendo.

Mas recebi essa crônica dela, de um amigão que mora em Sampa. Tocou minha alma. O que posso dizer? Tocou mesmo!!!
Choraminguei e tudo, e olha que não sou dessas coisas, ariana da pura cepa!!! Mas fazer o quê? Todos temos nossos momentos "humanos". Eu, mais do que muitos...

As perdas, a morte, a impotência diante do inevitável, a melancolia, a saudade, e no fundo, bem no fundinho escondidinha, uma imensa pena de mim mesma, me fazem querer compartilhar com vocês, e portanto dividir, o bom e o ruim, a doença e a saúde... e até que a morte nos separe!!!!



"Onde está a nossa essência?" por Lya Luft

"A rainha da nossa perplexidade, que torna o presente tão importante, o amor tão urgente, a bondade tão necessária, ela, a majestade morte, deveria nos tornar muito melhores do que somos"

A recente carnificina numa cidadezinha russa deixou muita gente nauseada, assustada. Refletiu-se imediatamente no mundo inteiro, pois os meios de comunicação modernos praticamente anulam distâncias, com sua afiadíssima lâmina dupla: de um lado, o mundo à nossa disposição com suas belezas e encantos; de outro, nós expostos como nunca ao horror.

Aliás, desde aquele 11 de setembro de 2001, sempre presente, parece que mudamos. Não nos satisfazem mais receitas fáceis de viver bem. Estamos nos questionando seriamente. Buscamos significados mais profundos, porque nos sentimos responsáveis: por nós, pelo outro, pelo mundo, pela vida.

E pela morte? Pela morte às vezes também. Ou, ao menos, pelo que fazemos em relação a ela, ou diante dela.

Outro dia fui ao velório de um homem muito moço. Abracei a jovem viúva, e mais uma vez me dei conta do peso dessa palavra. Recordei a primeira vez em que tive de escrever "Estado civil: viúva". Embora aquele fosse meu estado havia semanas, senti um choque. Mesmo tantos anos depois, a sensação retorna: sou eu, isso aconteceu comigo?

Como todos ali, eu me sentia impotente para ajudar, a morte sendo a maior prova da impotência de todos os amores. Fugi do tumulto de emoções que enchiam o recinto e saí para o parque, onde os jazigos mal se distinguiam no gramado com árvores e pássaros. Pensava no quanto as palavras não adiantam nada, são nada, tudo é nada diante dessa realidade irreal: aquele a quem amamos - filho, marido, pai, mãe, irmão, amigo - que momentos atrás nos abraçava, falava conosco, esse se ausentara. Sua carne, seu cabelo, sua mão, seu olho atrás da pálpebra tornavam-se meros resquícios, e também nos eram tirados.

Onde está a nossa essência? Onde estaremos nós um dia, um dia que pode ser hoje, amanhã, daqui a um mês?

Por não saber a resposta, nos defendemos no cotidiano, no trabalho, na arte, na filosofia, na bebida, na droga, na frivolidade, na ideologia, não importa. Em tudo o que de legítimo ou ilegítimo fazemos, nos ocultamos. Atrás de barricadas belas ou feias, medíocres ou grandiosas. Porém o olho mágico da que fatalmente virá nos espreita, e dificilmente estaremos preparados. Ninguém nem ao menos sabe nos dizer o que é estar "preparado" para isso - isso que é, a um tempo, separação e encontro.

A rainha da nossa perplexidade, que torna o presente tão importante, o amor tão urgente, a bondade tão necessária, a ética tão essencial, a arte tão explicável, ela, a majestade morte, deveria nos tornar muito melhores do que somos. Muito mais generosos. Muito mais audaciosos. Muito mais abertos para a vida, a alegria, a claridade, em lugar de tão enredados em nossas intrigas mesquinhas, nossas reclamações cotidianas, nossas vinganças minúsculas.

Porque só com vida bem vivida, com decência, coragem e doçura, prepara-se alguém, ainda que sem muita habilidade, para isso que chamamos morte: que nos espreita na cama, no carro, no avião, na calçada, ou na escola invadida por um terrorista alucinado."


postado por Majô às 1:06 AM


Setembro 18, 2004


"NÃO AO ATO MÉDICO"


Eu aderi, sou contra. Acho uma loucura, um retrocesso, um autoritarismo digno das "melhores" ditaduras... Um AI 5 da Medicina (agora virou AM...), mesmo que venha com todo o aspecto da democracia, recentemente adquirida!
Recentemente, falando em termos históricos, é claro. Já o diz o tango: "Que veinte años no es nada..."

Mas não fique com a minha opinião. Aliás, não fique com NENHUMA OPINIÃO, CRIE a SUA própria!!!!!!

E Querida Vida, para se ter opinião a respeito de qualquer coisa, é bom se informar, ler, pesquisar, escutar muito, perguntar tudo, e criteriosamente, separar o famoso joio (gramínea que infesta as searas... ou simplesmente erva daninha que contamina as boas) do trigo, e FORMAR A SUA OPINIÃO.
Então, vai entrando no site aí: e depois adere, ou não. Você decide!
Só não permita que pensem POR VOCÊ , em área nenhuma, de preferência... Isso serve para a época, que é de eleições próximas!!!
Grande abraço, Majô


postado por Majô às 4:04 PM


Setembro 14, 2004


Ôba, ôba, tanto ler jornal, ver tv. escutar comentários de gente informada e EUREKA: achei uma grandiosa forma de resolver os problemas mais urgentes, e não sofrer do estômago! pelo menos, " não DO ESTÔMAGO" !!!



Viva o não -diálogo!!!!!!!!
Majô, inserindo-se na mais absoluta moda do século!!!! ...


postado por Majô às 2:59 PM


Setembro 10, 2004



Recentemente fui diagnosticada com D.A.D.I.A. Ah, você não sabe o que é? Certamente ainda não passou dos 40!!! Mas não perca a esperança... Nesta vida só temos duas opções mesmo: ficar velhos ou morrer!
Explico melhor:
Outro dia decidi lavar o carro; peguei as chaves e rumei em direção à garagem, quando notei minha correspondência largada em cima da mesa... OK vou lavar o carro, mas antes vou dar uma olhadinha na correspondência, pois pode ter alguma coisa urgente...

Ponho as chaves do carro na escrivaninha ao lado e, olhando a correspondência, vejo que tem muita propaganda inútil, pelo que decido jogá-las fora, quando noto que a lixeira está cheia...

Então tá, vou esvaziar a lixeira. Coloco as contas sobre a escrivaninha, mas lembro que tem um caixa eletrônico bem perto de casa, vou primeiro pagar as contas...Coloco a lixeira no chão, pego as contas e vou em direção à porta...

Onde está o talão de cheques? Achei, mas só tem uma folha. Tem talão novo na escrivaninha...
Ao passar pela mesa de jantar, encontrei... aquele refrigerante que eu estava tomando. Vou pegar o talão, mas antes vou guardar o refrigerante na geladeira...

Estou andando em direção à cozinha quando noto que as flores no vaso parecem murchas, é melhor trocar a água antes...
Coloco o refrigerante no balcão da cozinha, quando...Ah! Achei meus óculos! Estava procurando desde de manhã!
É melhor guardá-los logo... Pego uma vasilha, encho de água, e vou em direção ao vaso...

Deixaram o controle remoto da TV aqui em cima. À noite quando formos assistir, ninguém vai se lembrar de procurar na cozinha. É melhor levá-lo para sala. Mas... Ponho meus óculos sobre a mesa e pego o controle...

Estou colocando água na planta, mas cai um pouco no chão. Jogo o controle sobre o sofá e vou buscar o pano...
Vou andando pelo corredor e penso que precisava trocar a moldura deste quadro... Estou indo, enquanto tento me lembrar do que é que estava indo fazer...

Ah! Os óculos... Depois! Primeiro o pano. Pego... Vou em direção às flores, mas, vejo a lixeira cheia...

Final do dia: o carro continua sujo, as contas não foram pagas, o refrigerante continua lá, quentinho, as flores foram aguadas pela metade, só tenho uma folha de cheque e não sei onde estão as chaves do carro!
Quando tento entender porque nada foi feito hoje, fico atônita ... estive ocupada o dia inteiro!!!

Percebo que isto é uma coisa seríssima e que devo procurar auxílio, mas antes, acho que vou checar minha correspondência...


Aí, Querida Vida, achei que na verdade não é bem D.A.D.I.A. o que me afeta. É P.V. ... mais conhecida como Puta Velhice...
Bas noites, antes que me esqueça... Majô






postado por Majô às 12:45 AM


Setembro 6, 2004


Gente, ando tão assoberbada que nem pra postar no Querida Vida... Na verdade, nem é assim tanto trabalho, é estresse mesmo, falta de ânimo, de grana, de tesão... Vésperas de eleição, só se ouve besteira...

Terroristas atacando cegamente, doidos de ódio e faltos de inteligência... Massacres, violências institucionalizadas, estupros, seqüestros...

Embora o governo diga que não, o índice de desemprego é francamente assustador!
Ou serei eu, que a cada dia que passa estou mais velha, mais cansada, mais exigente, com menos chance de tudo e nada?????

E quando se tem trabalho, pouco ou mau, mas trabalho, é só isso! TRABALHO=muito, reconhecimento= NENHUM (leia-se NENHUM DINHEIRO RAZOÁVEL, NEM ESTÍMULO PROFISSIONAL!!!!! ).

Então você fica que nem eu, dividida entre os escorpiões e o abismo, frustrada, assustada, carente, descrente, brigando com meio mundo, virando a cara pro outro meio, deixando até de sentir...sensitmentos, sabe aquela coisa morna, gostosa, nem sempre, mas que dá a dimensão da própria humanidade? ...e MUITO, MUITO CANSADA!!!!!

Recebi uma lista das piores capas de Long Plays (lembram do velho cebolão de vinil???) , e não me ocorreu nada melhor do que escancará-las aqui: agüentem os bons, segurem os nem tanto!!!!
A paciência e o ânimo hoje, não dá nem pra um beijo. Majô



Pelo mau gosto infernal, deve ser parente do Michael Jackson... E depois, vamos criticar os nossos Ratinhos, Gugus, Faustões e abomináveis de turno!!!


postado por Majô às 8:51 PM


Setembro 1, 2004



Hu- Song, filósofo do Oriente, contou uma vez aos seus discípulos a seguinte história:

"Vários homens tinham ficado, sem querer, trancados em um escura caverna onde não podiam ver quase nada. Algum tempo depois, quando estavam bastante desanimados, um deles conseguiu acender sua própria tocha. A luz que dava era tão pequena que ainda assim, quase nada podia se ver.
Mas, o homem pensou que com sua luz, podia ajudar a cada um dos outros a acender sua própria tocha, e assim, compartilhando da pequena luz, a caverna se iluminou.

Um dos discípulos então perguntou, a Hu- Song: "O que nos ensina esta história, mestre?"

E Hu-Song respondeu: "Nos ensina que a nossa luz continua sendo escuridão se não a compartilhamos com
os demais. E também ensina, que por compartilhar a luz, ela não desvanece, ao contrário, se faz mais forte a faz crescer.

Compatilhar nos enriquece, não nos faz mais pobres. Os momentos felizes, iluminados, são aqueles que pudemos compartir."


postado por Majô às 11:48 PM